(In)Justiça padrão FIFA : Mexicana é condenada no Qatar, pelo crime de ser estuprada.

Existe algo de errado com os critérios da FIFA para escolher sede de copa nos últimos anos. Em 2014, escolheram o Brasil, e deu tanto atraso e problema com as obras da copa, que a mesma só aconteceu por puro milagre. Em 2018 foi a Rússia, e, entre outras coisinhas, o titio Putin proibiu que homossexuais demonstrassem qualquer afeto em público.

Agora em 2022, a copa será no Qatar, e já estamos tendo algumas demonstrações de que não vai dar lá muito bom.

Como se pode ver pela foto de cima, o Qatar não é exatamente um país pobre. Graças às receitas do petróleo, a renda per capita é de 88 mil dólares por ano, maior que a dos EUA (66 mil por ano). O que demonstra que dinheiro não compra desenvolvimento, aliás, não compra nem civilidade básica.

Paola Schietekat é uma economista mexicana que, aos 27 anos, estava vivendo um sonho. Conseguiu um emprego no Comitê Supremo de Entrega e Legado, entidade responsável pela organização da Copa do Mundo de 2022 no Qatar.

Infelizmente, em 6 de junho de 2021, o sonho virou um pesadelo, quando um vagabundo desgraçado invadiu o apartamento onde ela dormia, em Doha, e a violentou.

Tendo sido vítima de violência sexual aos 16 anos, e não querendo ver se repetir a impunidade ao agressor, Paola, acompanhada do Cônsul mexicano no Qatar, Luis Ancona, imediatamente recorreu às autoridades locais.

É aí que entram em cena outros vagabundos desgraçados : As autoridades locais, e a “Religião da PazTM

Assim que fez a denúncia, Paola foi chamada a uma delegacia de polícia para identificar o seu agressor. Nessa mesma delegacia, o maldito jogou um migué pras autoridades que tinha um relacionamento com a vítima.

A partir desse momento, o caso tem uma virada de 180 graus (e não 360, jornaleiro maldito do Globo), em que Paola entra num pesadelo digno de Kafka.

Ocorre que, sob a lei islâmica, sexo fora do casamento é proibido. Não importam as circunstâncias, mesmo que a pessoa tenha sido obrigada a consentir sob violência, ou grave ameaça, continua sendo coisa feia perante nosso senhor Alá.

Trocando em miúdos : Sim, é crime ser estuprada no Qatar. E Paola foi condenada a tomar 100 chibatadas e 7 anos de prisão.

O salafrário, que em tese seria culpado do mesmo crime, saiu livre, leve, solto, e sem qualquer condenação. Afinal direitos iguais são coisa daqueles países imperialistas malvadões do ocidente.

Também não dá pra querer demais, né?! O Qatar já é um dos países mais liberais do mundo islâmico para mulheres, elas já podem dirigir, nem são obrigadas a usar o véu. Já tá bão dimais da conta, né?!

Paola então, num lampejo de bom senso, procurou a Human Rights Watch e, com ajuda deles deu o fora daquele shithole maldito e retornou ao México em 25 de julho.

Mas a coisa ainda não acabou. Paola continua sendo julgada lá no Qatar, e os toscos de turbante a chamaram pra depor em Doha em 14 de fevereiro, ao que ela deve ter mandado todos irem Qatar coquinho.

Agora Paola está tentando uma saída diplomática para retomar o trabalho no Qatar, sem ter que enfrentar problemas por conta deste incidente, ou de incidentes futuros. Pra tal feito, conseguiu os préstimos do consultor jurídico do SRE. Que irá tentar fazer valer “todos os seus direitos de cidadã mexicana”.

Mas lembrem-se sempre : “É A CULTURA DELES, A GENTE TEM QUE RESPEITAR!!”

Fonte : Globo

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