Pela volta dos gordos raiz!

Cantor César Menotti faz piadas com seu peso

Sabe onde se dissemina a maior concentração de piadas gordofóbicas, e ódio gratuito contra os gordos? Não é nos grupos bolsonaristas, não é nos grupos neonazistas de direita, tampouco naqueles grupos de “MGTOW Redpill da Real”.

O lugar onde mais se concentra o ódio contra os gordinhos são aquelas postagens em que a galerinha gratiluz good vibes adora fazer discursinho bunda mole de “aceitação”.

Esses dias, no Big Brother Brasil 22, (aquele programa que todo mundo finge que odeia, mas adora espalhar os memes, e corre pra ver quando rola um barraco), o participante Tiago Abravanel teve problemas, pois não havia toalha suficiente para cobrir toda a extensão geográfica do seu corpo.

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Não deu nem cinco minutos do ocorrido, a palavra “gordofobia” já estava nos Trend Topics do Twitter (Aquela rede social fascista de direita), com os militantes falando sobre a opressão terrível sofrida pelo pobre neto do Sílvio Santos.

Em resposta aos posts dos militantes, um monte de piadas de gordo e ódio gratuito aos gordos, e o militante adorando, afinal confirma a visão de mundo de que vivemos numa sociedade fascista, gordofóbica, homofóbica, transfóbica, e agorafóbica.

Como representante da adiposa categoria dos gordinhos, acho que tenho um grande lugar de fala para propor uma mudança de atitude na categoria. Não precisamos da piedade de uma militância que só se importa em sinalizar virtude. E vamos mostrar isso com nossas ações.

Eu faço as singelas propostas :

  • A toalha é pequena para enxugar o seu corpanzil? O Edredon da cama tá aí pra isso!
  • Não passa na catraca do ônibus? Dê o dinheiro pro cobrador e gire a catraca com a mão.
  • Tá sofrendo xingamentos gordofóbicos? Dê um pisão no pé do infeliz! Quero ver ser fitness com os tendões rompidos.
  • Ao invés de sofrer na academia por causa dos corpos inalcançáveis, entretenha-se olhando para a bunda das gostosas (ou o abdômen trincado dos saradões, conforme suas preferências).
  • Entre num restaurante vegano comendo um delicioso pacote de pão de queijo, observe as caras de inveja e tristeza dessa gente que paga caro para comer comida ruim.
  • Saia na rua com a camiseta “Eu Venci a Anorexia”.
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  • Não importa em quem você votou, responda os discursinhos de aceitação com as palavras “sou gordo, mas não tenho essas frescuras que aqui é Bolsonaro!”. Observe a moral superior do militante se desmantelar como um castelo de cartas.
  • Vá até o perfil da musa fitness, e comente “Sou gordo, mas tenho um emprego e posso emagrecer, e você que vai virar um bagulho daqui a dez anos?”
  • “Consciência de Classe” é o caralho! Se tiver alguém mais gordo que você, você tem todo o direito de zoar o paquiderme.
  • Quando o militante estiver falando mal dos Estados Unidos, lembre a ele que a maioria da população do país está acima do peso, e que portanto, falar mal dos americanos é gordofobia.
  • Se ser gordo é inevitável, não seja um gordo triste e oprimido, seja um gordo folgado e espaçoso.
  • Diga pra pessoa : “Sou gordo, mas posso emagrecer. E você que é carioca?!”
  • O fardo de ser gordo está muito pesado? (Pronto! Lá vem as piadas…), talvez seja a hora de tomar uma atitude extrema : Pare de comer feito uma betoneira, comece a fazer exercícios e emagrecer.

Com essas atitudes, talvez o pessoal good vibes gratiluz da moral superior comece a enfiar os discursinhos de aceitação lá onde o sol não brilha. Ser gordo é uma coisa, ser gordo num pedestal de oprimido não dá. Até porque pedestais são por definição, estreitos, e se tem uma coisa que gordos odeiam, é um lugar estreito.