Direitistas “lentinhos” cancelam humorista por causa de filme de 2017.

Não é mais segredo pra ninguém. Aquela galera conservadora (segue-se sem se saber o que tanto “conservam”), e que ia “acabar com o mimimi e a ditadura dos ofendidos” está cada vez mais mimizenta e se ofendendo por qualquer coisinha.

Papai Noel gay? Se ofendem. Superman bissexual? Se ofendem. Passarinho sendo vacinado? Se ofendem. Bruna Marquezine fazendo o papel do Besouro Azul? Se ofendem. Anitta rebolando o rabão? Se ofendem.

Até as coisas que eles adoravam, porque ofendiam esquerdistas, agora os deixam ofendidos também! Assim fica difícil amiguinhos.

No caso descrito, o autor da ofensa é o filme do Danilo Gentili “Como se tornar o pior aluno da escola”, no qual “Os estudantes Bernardo e Pedro têm dificuldades para cumprir todas as regras de uma escola que adota medidas politicamente corretas graças ao diretor Ademar. No banheiro do colégio, Pedro encontra um diário com dicas para instaurar o caos na escola sem ser notado.

Eu considero que zoar o politicamente correto é bater em cachorro morto. Qualquer hipérbole humorística com essa gente é impossível, pois uma semana depois vai ter militante no Twitter discursando a sério, o que na paródia é tratado como zoeira.

Entre outras cenas, a que ofendeu todo mundo foi essa aqui :

Pra quem não puder ver o vídeo, Fabio Porchat, no papel de tio/professor dos garotos (Não ganho o bastante pra ser obrigado a assistir esse filme inteiro) interrompe a briga dos dois e os manda “bater uma pra ele”.

Na época do lançamento do filme ninguém ligou muito (Ninguém também riu, afinal se trata do Fábio Porchat). Pra não dizer que não houve reação nenhuma, um crítico da Folha apontou que isso era um absurdo, que “não se faz piada com pedofilia”, bla, bla, bla, #piadasmatam, bla bla bla…

Só que, como na época, Danilo Gentili tava sendo perseguido pelo PT por causa da notificação extra-judicial que passou no saco, a galera bolsonarista tomou as dores e saiu perseguindo o crítico, até que a Folha terminou por demiti-lo, mostrando como os veículos jornalísticos enfrentam corajosamente a turba do Bolsonaro.

Corta pra 2022, o filme estreia na Netflix, mas os tempos são outros, o público evoluiu (Danilo Gentili criticou o parasita favorito deles). E agora estão in-di-gui-na-dos, acusando Gentili e Porchat de pedofilia, esquecendo que se trata de uma porcaria de um filme!!!

Piora? Piora!

Mostrando que o governo está sempre disposto a ouvir o cidadão (que tem louça pra lavar de menos, e tempo demais pra ficar choramingando na internet), o ministro da justiça Anderson Torres já disse que vai “tomar providências contra o filme”.

Uma pessoa muito cínica poderia até pensar que se trata de um esforço do governo para distrair a população dos fracassos em conter a inflação, a recessão, e o coronavírus. Mas eu jamais iria pensar dessa forma. Claro que o ministro só visa o bem estar das pessoas que se sentiram ofendidas com essa obra asquerosa de tanto mau gosto.

Quanto à posição oficial do Penteadeira de Puta, afirmo que pedofilia é um assunto sério demais para ser alvo de piadas. Se ainda tivesse sido discutido em um filme sério, com a participação da Xuxa e da Vera Fischer, eu até poderia considerar como uma crítica social necessária. Fabio Porchat não tem esse impacto, ninguém merece o pensamento de bater qualquer coisa que seja pro Fábio Porchat.

Dessa forma, deixo aqui a minha contribuição em forma de arte, para que a pedofilia seja discutida com toda a seriedade que o assunto merece :

Fonte : R7

Pela volta dos gordos raiz!

Cantor César Menotti faz piadas com seu peso

Sabe onde se dissemina a maior concentração de piadas gordofóbicas, e ódio gratuito contra os gordos? Não é nos grupos bolsonaristas, não é nos grupos neonazistas de direita, tampouco naqueles grupos de “MGTOW Redpill da Real”.

O lugar onde mais se concentra o ódio contra os gordinhos são aquelas postagens em que a galerinha gratiluz good vibes adora fazer discursinho bunda mole de “aceitação”.

Esses dias, no Big Brother Brasil 22, (aquele programa que todo mundo finge que odeia, mas adora espalhar os memes, e corre pra ver quando rola um barraco), o participante Tiago Abravanel teve problemas, pois não havia toalha suficiente para cobrir toda a extensão geográfica do seu corpo.

Tiago Abravanel sobre marido: "Está na minha família há muito tempo" - Quem  | QUEM News

Não deu nem cinco minutos do ocorrido, a palavra “gordofobia” já estava nos Trend Topics do Twitter (Aquela rede social fascista de direita), com os militantes falando sobre a opressão terrível sofrida pelo pobre neto do Sílvio Santos.

Em resposta aos posts dos militantes, um monte de piadas de gordo e ódio gratuito aos gordos, e o militante adorando, afinal confirma a visão de mundo de que vivemos numa sociedade fascista, gordofóbica, homofóbica, transfóbica, e agorafóbica.

Como representante da adiposa categoria dos gordinhos, acho que tenho um grande lugar de fala para propor uma mudança de atitude na categoria. Não precisamos da piedade de uma militância que só se importa em sinalizar virtude. E vamos mostrar isso com nossas ações.

Eu faço as singelas propostas :

  • A toalha é pequena para enxugar o seu corpanzil? O Edredon da cama tá aí pra isso!
  • Não passa na catraca do ônibus? Dê o dinheiro pro cobrador e gire a catraca com a mão.
  • Tá sofrendo xingamentos gordofóbicos? Dê um pisão no pé do infeliz! Quero ver ser fitness com os tendões rompidos.
  • Ao invés de sofrer na academia por causa dos corpos inalcançáveis, entretenha-se olhando para a bunda das gostosas (ou o abdômen trincado dos saradões, conforme suas preferências).
  • Entre num restaurante vegano comendo um delicioso pacote de pão de queijo, observe as caras de inveja e tristeza dessa gente que paga caro para comer comida ruim.
  • Saia na rua com a camiseta “Eu Venci a Anorexia”.
https://images.uncyc.org/pt/1/1b/EuVenciAnorexia.jpg
  • Não importa em quem você votou, responda os discursinhos de aceitação com as palavras “sou gordo, mas não tenho essas frescuras que aqui é Bolsonaro!”. Observe a moral superior do militante se desmantelar como um castelo de cartas.
  • Vá até o perfil da musa fitness, e comente “Sou gordo, mas tenho um emprego e posso emagrecer, e você que vai virar um bagulho daqui a dez anos?”
  • “Consciência de Classe” é o caralho! Se tiver alguém mais gordo que você, você tem todo o direito de zoar o paquiderme.
  • Quando o militante estiver falando mal dos Estados Unidos, lembre a ele que a maioria da população do país está acima do peso, e que portanto, falar mal dos americanos é gordofobia.
  • Se ser gordo é inevitável, não seja um gordo triste e oprimido, seja um gordo folgado e espaçoso.
  • Diga pra pessoa : “Sou gordo, mas posso emagrecer. E você que é carioca?!”
  • O fardo de ser gordo está muito pesado? (Pronto! Lá vem as piadas…), talvez seja a hora de tomar uma atitude extrema : Pare de comer feito uma betoneira, comece a fazer exercícios e emagrecer.

Com essas atitudes, talvez o pessoal good vibes gratiluz da moral superior comece a enfiar os discursinhos de aceitação lá onde o sol não brilha. Ser gordo é uma coisa, ser gordo num pedestal de oprimido não dá. Até porque pedestais são por definição, estreitos, e se tem uma coisa que gordos odeiam, é um lugar estreito.